Andando de lá para cá: A ansiedade diminuindo a qualidade de vida

Já se sentiu ansioso, com a sensação de que algo ruim vai acontecer? Sentiu agitação, tensão muscular, vontade de ir urinar diversas vezes, dores de cabeça, pensamentos de angústia ou medo de não sei o que? Você pode estar sofrendo de ansiedade, que é uma sensação ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central consequente à interpretação de uma situação de perigo. Enquanto o medo é uma reação a um perigo real, exceto nos casos de pânico, a ansiedade é uma sensação de medo, no plano subjetivo, imaginário.

A ansiedade corresponde à excitação do neurônio e a sua necessidade de descarregá-la e geralmente costuma ser desencadeada diante de situações novas e desconhecidas ou quando a situação contém alto valor afetivo, ou mesmo diante de obstáculos e grandes desafios.

Como toda e qualquer doença (ou transtorno), para poder combatê-la, o primeiro passo é identificá-la, ou seja, é entrar em contato com ela, reconhecê-la. A pessoa ansiosa não para quieta, movimenta-se bastante, tamborila os dedos, mexe os pés e pernas, respira de forma bem acelerada e o pensamento vira um turbilhão. Uma vez identificado este estado, o primeiro passo é focar na respiração, onde deve-se buscar respirar de forma mais profunda e lenta, enchendo os pulmões e em seguida expirar e tirar todo o ar do pulmão. Isso ajuda a acalmar os pensamentos. Ou seja, os pensamentos precisam sair da mente junto com o ar expirado. “Mente acelerada é mente desequilibrada” (Isaac Efraim).

O tratamento para a ansiedade varia conforme o grau e a intensidade da mesma. Se ela for proporcional a um fato novo e não fizer parte da rotina da pessoa, basta mesmo trabalhar a respiração e acalmar a mente. Porém, se você vive em estado de alerta, sempre ansioso e tenso, é importante consultar um profissional de saúde. Um médico psiquiatra pode receitar os chamados ansiolíticos (dissolução da ansiedade) ou tranquilizantes, que são substâncias que anestesiam parcialmente a sensibilidade neuronal, diminuindo a capacidade de excitação emocional. Porém, todo mundo sabe que viver a base de remédios alopáticos significa, muitas vezes, ter que conviver com os efeitos colaterais (neste caso, sonolência, cansaço, fraqueza), nem sempre bons.

Também, em alguns casos, o médico pode receitar antidepressivos, que aumentam a energia psíquica e diminui a quantidade de preocupações e medo, no entanto, mesmo com efeito fascinante, esse tipo de medicamento exige um acompanhamento de uma psicoterapeuta, a fim de resolver mesmo o problema do indivíduo. Sozinhos, os medicamentos são apenas paliativos.

Numa psicoterapia, o indivíduo ansioso é convidado a expressar livremente suas emoções, sentimentos, medos, vivência, dentro de um setting terapêutico ou mesmo num espaço virtual adequado, numa conversa direta e franca com o profissional, que vai conduzi-lo a um estado de equilíbrio e paz, pois, muitas vezes, apenas falar das nossas dores já é uma ação terapêutica. Tudo isso, aliado a uma boa condução dentro dos princípios da Psicologia, faz com que a pessoa encontre-se e ela mesma ache o caminho que lhe dará tranquilidade e confiança.

A efterapia é um processo continuado de atendimento, com o uso da ferramenta EFT – Técnica de Libertação Emocional, que é focal, rápida, eficaz em seus resultados. No caso da ansiedade, ela pode eliminar os sintomas desse transtorno, muito rapidamente, indo no cerne da questão e resolvendo o problema.

Se a ansiedade está diminuindo sua qualidade de vida, perturbando seu sono, lhe deixando permanentemente agitado, inseguro, tenso e nervoso, procure um psicólogo ou um terapeuta em EFT, pois tudo isso pode ser resolvido, basta você querer e se dispor.

Goretti Lima, Psicóloga